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A ausência de sorrisos na pintura, o que nos diz?

Surpreendendo-se

Imagine entrar em um museu repleto de obras-primas da Renascença ou do Barroco. No entanto, algo chama a atenção: quase ninguém sorri. Por que isso acontece? Essa pergunta instiga curiosidade, revelando segredos da história da arte. Além disso, ela nos leva a refletir sobre como as expressões faciais eram percebidas antigamente.

 

A Formalidade como Norma nas Pinturas Clássicas

A pintura de Mona Lisa nos oferece uma pista falsa sobre o sorriso nas obras dos grandes mestres, expressões sérias eram preferidas (Mona Lisa nem é tão sorridente assim,  um riso sutil e tímido). Sorrisos eram evitados porque simbolizavam vulgaridade ou insanidade na sociedade da época. Portanto, retratos formais priorizavam a seriedade para transmitir dignidade e status social.
Nobres e figuras religiosas eram retratados com compostura. No entanto, aqui e ali apareciam uns risos em cenas cotidianas, mas eram das classes baixas, e ocasionalmente. Assim, a ausência de sorrisos reforçava hierarquias sociais.

 

Problemas Dentários e a Percepção Social

Dentes ruins eram comuns antes da odontologia moderna. Consequentemente, sorrisos eram escondidos para evitar expor imperfeições. Além disso, sorrir abertamente era associado a tolos ou plebeus, conforme relatos históricos.
Em primeiro lugar, a higiene bucal precária tornava os dentes escuros ou ausentes. Por isso, artistas optavam por bocas fechadas em retratos. No entanto, exceções existiam em obras satíricas ou informais, mas quando apareciam podiam-se perceber dentes desalinhados, faltantes ou amarelados.

 

O Desafio Técnico de Posar por Horas

Posar para uma pintura demandava horas ou dias. Manter um sorriso por tanto tempo era exaustivo, levando a fadiga muscular. Portanto, expressões neutras eram escolhidas para facilitar o processo.

 

Exemplos Icônicos e as Raras Exceções

Voltando ao sorriso “mais famoso da arte”,  Mona Lisa de Leonardo da Vinci  exibe mais uma vontade de sorrir do que mesmo um sorriso literal, mesmo assim ficou conhecida como “o sorriso de Mona Lisa”,  intrigante até hoje. Por outro lado, obras como “Menina com Brinco de Pérola” de Vermeer mostram seriedade absoluta. Assim, essas pinturas ilustram a norma da época.
Sorrisos raros destacam exceções valiosas. Por exemplo, em pinturas holandesas do século XVII, é possível achar sorrisos, porém,  aparecem em cenas festivas e raramente em retratos formais.

 

Um Olhar para o Passado Através das Expressões

A escassez de sorrisos nas pinturas antigas reflete contextos culturais, sociais e técnicos. Portanto, ao observar essas obras, compreendemos melhor as mentalidades passadas. Na arte contemporânea sorrisos abundam, marcando uma evolução expressiva e contando muito sobre os avanços da modernidade.
Essa análise não só responde à pergunta inicial, mas também convida a explorar museus com novos olhos. Além disso, basta observar cada pintura e sua época, a arte espelha a sociedade.

 

Petrus Christus - Retrato de uma Jovem


Bernardino Campi - Sofonisba Anguissola

 

Angelo Bronzino –  Lucrezia


Andrea Solario - Homem com um Cravo Rosa


Leonardo da Vinci - Retrato de uma dama da corte de Milão




Albrecht Dürer - Autorretrato 




Van der Weyden - Retrato de uma senhora 



Vincent Van Gogh- Autorretrato




Leonardo da Vinci- Mona Lisa



O riso escancarado era retratado quando a pintura exibia as classes mais baixas da sociedade, como mostram algumas
obras abaixo. Os pintores não
escondiam os dentes amarelados e feios. Isso diferenciavam as classes.
Mestre 1537 - Retrato de um louco



Vincenzo Campi - Degustação de Ricota

Josep de Ribera - Menina com pandeiro




Fontes de pesquisa: Galleria Nazionale d'Arte Antica, The Louvre, British Museum, The Met
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