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Sim, precisamos de vacinas

As vacinas e a erradicação das doenças

Foram três meses de ensaio com a vacina da pólio do epidemiologista Jonas Salk, que seria considerada segura para uso geral apenas um ano depois.

Um dia antes dos testes serem considerados um sucesso, em abril de 1955, o LIFE publicou uma série de fotos por Al Fenn de uma nação se preparando para uma ampla distribuição da vacina que esperava desesperadamente que fosse aprovada.

Durante o início dos anos 1950, os casos de poliomielite nos Estados Unidos aumentaram para quase 60.000, com cerca de um terço das vítimas paralisadas.

Nos anos desde o desenvolvimento da vacina, a poliomielite foi praticamente erradicada em quase todo o mundo, exceto em alguns países onde a vacinação não ficou disponível.

O Brasil já foi conhecido internacionalmente como o “túmulo de estrangeiros” por causa de problema semelhante. A varíola, por exemplo, que matava cerca de 400.000 pessoas por ano na Europa do século XVIII, invadiu o país e, numa tentativa de erradicar a doença no Rio de Janeiro, o sanitarista Oswaldo Cruz conseguiu que o Congresso aprovasse a “Lei da Vacina Obrigatória”, que autorizava a invasão de domicílios e vacinação forçada. Havia uma resistência surreal. Ocorreu, inclusive, uma revolta da população contra o benefício, chamada “a revolta da vacina”.

Pasmem, em pleno século XXI, o Brasil está novamente vivendo as mesmas questões e o mesmo negacionismo. Abaixo as imagens publicadas pela Life.

Fontes de pesquisa: LIFE, Baseado no texto jornalístico de Eliza Berman, Picture Collection / Getty Images, Al Fenn.

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