Pintura

Mestres da renascença retratam o câncer de mama

As obras de arte expostas nos museus são verdadeiros invólucros de acontecimentos históricos e uma janela para apreciação de momentos sociais em plena efervescência. Além de mostrar a criatividade dos artistas com seus materiais e as técnicas de produção.

Devido a este universo criativo e representativo, as pinturas estão constantemente sendo investigadas por profissionais em busca de dados sobre uma gama cada vez maior de interesses.

A famosa revista de oncologia The Lancet Oncology, por exemplo, publicou uma pesquisa sobre algumas obras de arte da Renascença realizada por uma equipe de oncologistas liderada por Raffaella Bianucci, da Universidade Warwick para descobrir se houve representação do câncer de mama na arte (e, portanto, sua presença na sociedade).

Sim, vários registros foram encontrados. Na renascença aconteceram inovações importantes na área médica – incluindo a cirurgia de tumores de mama. O cirurgião francês Barthélémy Cabrol (1529 a 1603), que serviu na corte do rei Henrique IV e lecionou na Universidade de Montpellier, foi um dos primeiros praticantes da mastectomia, a remoção cirúrgica das mamas.

Os pesquisadores apostam que a representatividade do câncer de mama nas pinturas foi intencional, o que leva a crer que a doença podia ser relativamente comum na época. O câncer, portanto, não é uma doença recente. Casos de tumores em sujeitos pintados também foram vistos no antigo Egito e na Grécia – diz Raffaella Bianucci.

Foram observados “The Night” de Michele di Rodolfo del Ghirlandaio, a estátua homônima de Michelangelo e “The allegory of fortitude” por Maso di San Friano. Nos três casos, as mulheres representadas são visivelmente afetadas pela doença. “Eles são tumores diferentes, nos três casos em estados avançados, onde o inchaço devido ao câncer é evidente – explicam os pesquisadores.

 
 

 

Fontes de pesquisa: Smithsonian Magazine, CBC, Forbes, Imagens e Letras.

., Imagens e Letras

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