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Máquinas de banho, a praia na era vitoriana

Um dia na praia era uma penitência para as mulheres nos tempos da era vitoriana. Não era exatamente uma diversão, mas um dia de cuidados exagerados com a moral e os bons costumes. As mulheres mantinham um recato obrigatório pelas leis relacionais da época. A determinação das etiquetas de pudor para o controle dos arroubos femininos vinha do poder exercido pelos homens, que a tinham como uma posse.

Um desses zelos eram as carroças chamadas de máquina de banho. Serviam para manter a discrição no banho de praia, uma invenção para proteção do pudor, incluindo não permitir que ninguém olhasse para a mulher em seu maiô.

Essa invenção inovadora permitia que as banhistas usassem trajes para banho sem serem vistas pelo sexo oposto com “roupas inadequadas”. Na verdade, era a representação social da hipocrisia, o voyeurismo e as paqueras nunca foram evitadas de fato. Ir à praia significava dar um jeitinho de ser vista, era a tentação mais praticada.

As máquinas começaram a aparecer por volta de 1750, quando os trajes ainda não eram populares. Uma proteção necessária para manter a etiqueta à beira-mar.

Até a Rainha Vitória tinha sua própria máquina de banho pessoal e uma escolta do mesmo sexo.

Homens e mulheres eram separados, especialmente na Grã-Bretanha. A caixa de quatro rodas seria levada para o mar por cavalos ou força humana e puxada de volta quando a banhista terminasse e sinalizava para o cocheiro levantando uma pequena bandeira presa ao telhado. 

Na Espanha, o Rei Alfonso XIII, construiu um exagero, quase um castelo na sua máquina de banho atualizada, nenhuma despesa foi poupada, as últimas duas imagens mostram bem ao leitor em fotografias de 1908.

Maquina de banho do rei Alfonso XIII, localizada em San Sebastian, Espanha, fotografada em 1908.

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