Entrevista

Entrevista com o Artista plástico Jayr Peny

Jayr Peny é um artista brasileiro, nascido em Natal, capital do Rio Grande do Norte, um estado de localização estratégica que teve suas bases militares bastante usadas na segunda guerra mundial. Nesta cidade paradisíaca, nos idos de 1981, iniciou sua tão sonhada carreira como artista plástico.

Mantivemos contato em dezembro de 2020 com o artista e ele prontamente nos atendeu. A entrevista é breve, mas nos mostra  a trajetória dele desde seu início. Pelas honrarias recebidas, aqui descritas de forma resumida, e pelas imagens de algumas de sua obra, percebemos que Jayr Peny nos brinda com muita propriedade e talento.

Se tornou sócio-fundador da Associação dos Artistas Plásticos Profissionais do estado em que nasceu e detentor da Grande Medalha de Prata da Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro. E não parou mais. Foram 44 exposições individuais entre Brasil, Portugal, França e EUA.

Membro efetivo da “Associação Artistas de França” pertencente ao Comité Europeu de Belas-Artes e Academia Cultural Internacional de Artes Plásticas, com sede em Saint-Etienne. Também membro da “Sociedade Nacional de Belas Artes” com sede em Lisboa, da Cooperativa Árvore no Porto e da Federação Internacional dos Artistas Plásticos com sede em Barcelona, na Espanha.

Na histórica cidade de Florença, na Itália, em 2003, tornou-se membro efetivo da mais antiga academia de Arte do mundo a “IL Marzocco”. Nesse país recebe dois valiosos prêmios, o “Premio Venezia Serenissima 2003” e o “Città di Milano, Duomo Art 2004.

Em 2006, após 17 anos, volta a expor no Brasil, a convite do Núcleo de Arte e Cultura da Universidade Federal do Rio grande do Norte.

OLAVO SALDANHA – O começo da descoberta da arte, como se deu para o já reconhecido artista plástico Jayr Peny?

JAYR PENY – Muito cedo, aos 5 anos eu já me via absorvido no mundo do desenho, com o total e incondicional apoio dos meus pais, principalmente a minha Mãe que até os dias de hoje, é um grande suporte para minha caminhada artística.

Fui, digamos assim, “descoberto” pela minha professora de E.D. (Educação Artística) que me encaminhou para um projeto governamental da época ligado ao aproveitamento dos estudantes com certos talentos para as Artes. Dai em diante, tudo aconteceu naturalmente com muito afinco e foco da minha parte pois sempre almejei ser Artista Plástico.
Nunca desisti desse intento até hoje.



OLAVO SALDANHA – Como o “mais português dos artistas plásticos brasileiros” (frase que exprime bem seu acolhimento na terra do fado), teve sua transição para a Europa e o resto do mundo, como foi essa ascensão?

JAYR PENY – Aconteceu tudo de uma forma muito natural. O reconhecimento através dos prémios e distinções assim como todo o resto, tudo fruto de muito trabalho, disciplina e determinação.
Natal é até hoje uma cidade turística, e no início dos anos 90 do século XX um casal carioca de visita a cidade, descobriu o meu trabalho exposto em um dos hotéis da via costeira, eles encontram o meu endereço e apresentaram o meu trabalho para um galerista carioca que Imediatamente alinhou em expô-los.

Um ano e meio depois, eu já estava vivendo no Rio de Janeiro onde assinei  contrato fixo com um Marchad.

No Rio, aprimorei a minha técnica e ampliei os meus horizontes. Foi um período de re-descobertas onde aprimorei as bases do meu “Geometrismo Figurativista”, estilo que estava a desenvolver.

Em 1995 dei início a minha carreira internacional fixando residência em Portugal. Seguiram-se anos de muitas exposições e prémios, Itália, USA, Austrália, Inglaterra…etc.
Sou um “Criador Compulsivo” não consigo parar e hoje aos 55 anos, chego a conclusão que ainda há muito por descobrir e realizar.



OLAVO SALDANHA – Após o reconhecimento no universo da pintura, como você vê os desafios de ser Artista e continuar produtivo nesses novos tempos?

JAYR PENY – Para chegar a onde cheguei hoje, foi preciso um exercício contínuo de se reinventar. Eu nunca desisti dos meus objetivos mesmo quando tudo estava sem “esperança” de melhorar. Agarrei-me a minha Arte e almejei mais do que nunca,  encontrar a melhor forma de me superar. Ache que esse é o desafio de todos os artistas atuais, os que não desenvolverem essa capacidade de se reinventar, de se adaptar  tirando  proveito dos momentos de “crise” , não ultrapassaram infelizmente os limites da mediocridade.”

Contato: jayrpeny@gmail.com (+351 933 454 372)

Fontes de pesquisa: Todos os dados, textos e imagens foram cedidos diretamente pelo artista. A imagem do artista pintando tem como origem o Site da Colunista Hilneth Correia.

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