Pintura

A pintura rococó de François Boucher

François Boucher nasceu em Paris, no ano de 1703. Seu pai era um artista desconhecido que, notando o talento de seu filho, manda-o estudar aos dezessete anos com François Lemoyne (1688–1737). Suas obras são sinônimos de cor e sensualidade e retratam o corpo dando-lhes um visual delicado e sonhador. Além disso, seu uso magistral de cores expressou não apenas a beleza das características femininas, mas também da natureza.

Em 1733, François Boucher casou-se com a jovem e bela Marie Jeanne Buzeau, filha de um juiz parisiense. Seu pai não estava satisfeito com as origens de seu genro, mas na década de 1730 ele havia se tornado um artista famoso.

A versatilidade do talento de Boucher atraiu a caprichosa e inteligente Marquesa de Pompadour, razão pela qual ela o escolheu para pintar seus retratos, ajudando-o imensamente a alcançar fama. Muito do alcance da sua obra foi essa adoração de Madame de Pompadour (1721–1764) pelos seus trabalhos.

Um ano muito importante para a carreira de Boucher foi 1765, quando se tornaria o primeiro pintor do rei da França e Diretor da Academia Real de Paris. Nessa época, já estava sendo atacado por críticas, já que o estilo predominante na arte estava mudando. O seu principal crítico seria Diderot, “por sua artificialidade e suas cores estereotipadas; em vez de utilizar modelos novos, baseava-se em seu próprio repertório, e objetava que a natureza era ‘demasiada verde e mal-iluminada’” (CHIELVERS, 2007). Mesmo com as críticas finais, Boucher representou muito bem todo o espírito rococó com suas pinturas mitológicas, suas cores delicadas e mulheres seminuas. Morreu no ano de 1770 em Paris.

No final da carreira, o mestre se ofendeu por passar todos os dias pintando nus de prostitutas e atrizes desconhecidas. No entanto, O Retrato de Louise O’Murphy (The Blonde Odalisque) é uma ilustração de um divertido caso parisiense.

O Rococó é um período artístico que se manifestou após o Barroco e o arrefecimento do papel da Igreja Católica na Europa. Retrata o cotidiano aristocrata, exalta o prazer e se propõe, mesmo com o exagero hereditário do Barroco, ser uma libertação à temática religiosa.

 

Fonte de pesquisa de imagens:  The Metropolitan Museum of Art, Santhatela comercio de arte

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