Fotografia

Como Dorothea Lange viu a grande depressão

A vida de Dorothea Lange ilustra a luta pessoal e profissional e as realizações de uma mulher que esteve à frente do seu tempo. Foi uma das mais importantes profissionais da fotografia norte-americana.

Ela ficou conhecida pelas imagens da grande depressão e da situação dos imigrantes nos Estados Unidos. A partir destes trabalhos ela influenciou profundamente o desenvolvimento da fotografia documental.

As temáticas de desempregados e moradores de rua chamou a atenção e levou sua arte ao governo federal, especificamente à Farm Security Administration (FSA). Durante seu trabalho com o governo, Dorothea percebeu más intenções políticas, o que resultou num forte teor crítico nas suas fotografias.

Em 1935, casou-se com Paul Taylor Schuster, professor de Economia. Paul Taylor orientou Dorothea em política e questões sociais e juntos documentaram a pobreza rural e a exploração de trabalhadores migrantes.

De 1935 a 1939, Lange fotografou o sofrimento dos pobres e esquecidos, famílias rurais deslocadas e trabalhadores. Distribuídas gratuitamente aos jornais de todo o país, suas fotografias se tornaram ícones pungentes da época.

Suas imagens denunciavam o preconceito dos norte-americanos, um exemplo, a situação dos japoneses após o ataque a Pearl Harbor. Obviamente, o Exército apreendeu grande parte do acervo.

Lange perdeu sua batalha com o câncer de esôfago, em 1965, mas suas fotografias para sempre evocarão o âmago da vida americana. “Migrant Mother”, por exemplo, tornou-se uma das fotografias mais importantes da história.

Fontes de pesquisa: Time, The Guardian, El País, PhotoArts, E-mania, Dazed Group.

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