Retrô

O envio de crianças pelo correio

Encomendas pelo correio foi uma das mais bem vindas inovações postais, antes o serviço se resumia a cartas. Nos EUA a inovação se deu em janeiro de 1913, a partir de então foi possível enviar desde pequenos pacotes a grandes encomendas e entregá-los a amigos e familiares em todo o país, exatamente como as cartas. Porém, a adequação dos serviços foi ao limite quando, pasmem, alguns tiveram a ideia a enviar seus filhos pelo correio. 

A historiadora do Serviço Postal dos EUA, Jenny Lynch, disse ao Smithsonian, revista de um dos maiores complexos de museus, educação e pesquisa do mundo, que o assunto foi manchete em quase todos os jornais americanos da época e isso popularizou o serviço.

O primeiro bebê a ser enviado pelo Correio Postal foi James Beagle, de oito meses de idade. Seus pais, Jesse e Mathilda, enviaram o pequeno James para sua avó, que moravam quilômetros de distância deles. Conforme documentado no artigo “Entregas”, do curador do Museu Postal Nacional de Smithsonian Nancy Pope, várias crianças foram carimbadas, enviadas pelo correio e entregues entre 1914 e 1915.

Os trabalhadores dos correios gozavam de muita confiança na época, por isso, e felizmente, não há casos de abusos ou bebês perdidos em trânsito ou carimbados como “Carta devolvida”.

O Departamento de Correios pôs fim oficialmente ao expediente de enviar crianças em 1915, depois que regulamentos postais passaram a proibir o envio de seres humanos. No entanto, até hoje é permitido o envio de aves, répteis e abelhas, por exemplo.

A viagem mais longa realizada por uma criança “remetida” aconteceu em 1915, quando uma menina de seis anos viajou da casa de sua mãe na Flórida, para a casa de seu pai na Virgínia. De acordo com Pope, a menina de quase 20 quilos viajou 730 milhas em um trem de correio por apenas 15 centavos em selos de encomendas postais.

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo