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Crinolina, vestido ou exoesqueleto?

Quando se ouve o termo “vítima da moda”, associa-se de imediato à alguma disfunção psicológica de dependência dos lançamentos das marcas famosas de roupa. O termo pode ser literal e não só tem relação com as imagens de pessoas comprando até cair, de especialistas em roupas obcecados com os looks e as marcas mais recentes.

A era vitoriana mostra algumas das maiores tragédias da indumentária de todos os tempos. Onde o sofrimento físico permeava o território da tortura. As mulheres do final dos anos 1800 deram as boas-vindas à crinolina de gaiola de aço. Produzida em massa e usada por senhoras de todas as classes, a engenhoca se destacava do corpo da usuária como um exoesqueleto.

De todos os dispositivos de “tortura” feminina a crinolina é, sem dúvida, o mais elaborado. Segundo Paul Sorene, colunista da revista Flash Back “A enorme invenção serviu para esticar a cintura restrita, manter os homens à distância e dar abrigo contra as intempéries para crianças e animais de estimação. Na era vitoriana era mais uma apropriação dos espaços do que um item da moda.”


A moda atingiu seu pico no final da década de 1850 e no início da década de 1860. Depois de 1862, a silhueta da crinolina foi mudando e, com o tempo, roupas menos extravagantes assumiram o lugar.


No cinema a crinolina tem destaque em E o Vento Levou. Em O Piano, filme australo-franco-neozelandês de 1993, a peça de roupa participa da narrativa – a protagonista faz uma tenda com sua crinolina e pernoita sob ela com a filha à beira-mar. No Brasil, o longa-metragem Mauá – O Imperador e o Rei também traz a peça por meio da personagem May, interpretada por Malu Mader.

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